19.5.07

Mundo à parte

Tem vezes que preciso sair desta realidade sufocante e escapar para um lugar em que ninguém pode me alcançar..

Num lugar em que o céu é sempre azul, e só azul, e neva o tempo todo....

Nesse mundo, preso entre dimensões, vive uma moça que acredita em fadas. Sua casa pequena comporta toda sua arte (desenhos, textos, composições, esculturas...) e tudo aquilo por que se apaixona, inclusive um moço azul e seu falcão de estimação.

À volta de sua casa não há senão uma gramado de extensão infinita e algumas árvores tortas. Não pisa nesse gramado visitantes indesejados, apenas amigos. Sejam homens, plantas ou animais. E são poucos os que têm a passagem livre...

Ela têm uma vida simples: ama seu moço azul de todo jeito, come chocolate e assiste desenhos animados. Às vezes há música e dança como sabe. E não precisa de mais nada...




Esse é meu sonho.
E o seu?

5.5.07

Mutante

Quando eu crescer serei assim, muito legal.

Uma mulher feliz, sem grandes frustrações. Divertida e segura de si mesma. Bonita, bem arrumada. Cheinha de amigos e contatos. Rica... Publicitária de sucesso.

Quando eu crescer serei assim, tudo o que eu quiser ser.

O tempo pode trazer coisas ruins. Pode jogar pedra na sua cabeça. Colocar obstáculos para você cair. Criar muitos traumas.

Mas você só é o que você quiser......








...certo?

16.4.07

Como antes...

Ainda lembro de quando eu era menor e admirava árvores de natal. As decorações dourado e vermelho, os querubins, as luzes e as canções natalinas. Uma crença tão inocente e tão forte em um Papai Noel do pólo norte. Um sentimento de aconchego, felicidade e segurança.........

Sinto falta.
Depois que te arrancam os óculos cor-de-rosa você conhece um mundo cruel.
Assassinam seu Papai Noel. O dourado e o vermelho não passam de disfarces para hipocrisia, os querubins não são mais do que demônios disfarçados, as luzes tentam ofuscar uma verdade tão óbvia e as canções começam a danificar seu cérebro em um looping enjoativo sem fim...

E não há mais aconchego, felicidade e segurança... Ao menos nada comparável ao de antes.

As coisas boas passam a te lembrar dessa época nostálgica e você vê que, por mais belo, lindo e completo que tudo esteja, é muito difícil voltar a ser como era. São muitas cicatrizes...











Por quê...?


PS: A libélula ama o falcão.