Ninguém ainda me ensinou a sempre estar acompanhada. E muito menos sei sempre estar sozinha.
Eu só sei que... ninguém é ilha isolada. Mas também ninguém tem todos os mistérios de seu mundo interno estampados em um outdoor.
Ou alguém ainda nega essa contradição?
Textos como esse são como pequenas aberrações. Não sei de onde vieram, como vieram, quando vieram... Só sei que saiu, assim, com essas palavras. E eu não sei explicar.
28.1.08
7.12.07
Eu sou humana.
Humana do tipo que mente. Do tipo que rouba. Do tipo que mata. Do tipo que faz mal.
Sou egoísta. E extremamente hipócrita. Covarde. Medrosa. Assustada.
Humana maldosa. Invejosa. Mandona e orgulhosa, porque sempre tem que estar certa.
Insensível. Com nada me importo. E finjo, apelo, faço os outros acreditarem.
Por fim, sou humana humana, do tipo mais indesejado, pior ser colocado na Terra.
Agora, se todo mundo começasse a admitir assim, quem sabe não seria mais um passo para nos tornarmos uma raça tolerável...
PS: Para blogueiros que aceitam um desafio ->
http://www.morandosozinho.net/amigosecreto/
Sou egoísta. E extremamente hipócrita. Covarde. Medrosa. Assustada.
Humana maldosa. Invejosa. Mandona e orgulhosa, porque sempre tem que estar certa.
Insensível. Com nada me importo. E finjo, apelo, faço os outros acreditarem.
Por fim, sou humana humana, do tipo mais indesejado, pior ser colocado na Terra.
Agora, se todo mundo começasse a admitir assim, quem sabe não seria mais um passo para nos tornarmos uma raça tolerável...
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24.11.07
Pontos de Vista (3 de 3)
Já era fim de noite e não conseguia parar de pensar naquilo. Fora na livraria, uma em que conhecidos lançavam livros e faziam apresentações, fora na frente dela que vira aquele menininho.
Dizia palavras em japonês, repetia-as como quem não tem amanhã, com sotaque e entoação errados, mas empolgadíssimo. Levava a caixa de doces nos braços finos e lhe ofereceu um. Não quis, nunca quer balas. Nem mesmo olhou para seus olhos, mas ouvia claramente sua voz esganiçada. "Kambawa", pois o moço sentado na cadeira lhe ensinara que já era muito tarde para "Kanitiwa".
E não conseguia esquecer aquilo. Pois o que parecia apenas uma vulgarização estúpida de uma cultura que aquele menino nunca entenderia, formou-se em sua cabeça como uma discussão interna, uma intriga estranha. Era um garoto pobre, não apenas de dinheiro. E um rapaz rico, rico de tudo, ou quase tudo. E então, de repente aquele encontro tomava as formas da uma das coisas mais belas dentre as tantas histórias e momentos acontecendo na cidade.
Se não eram esses os momentos em que a inspiração deveria vir, então deveria deixar de querer ser artista...Pegou o papel e o lápis e começou a rascunhar.
Às vezes é preciso apenas uma contadora de histórias amadora para passar para frente o que a grande maioria ignora e não vê...
Dizia palavras em japonês, repetia-as como quem não tem amanhã, com sotaque e entoação errados, mas empolgadíssimo. Levava a caixa de doces nos braços finos e lhe ofereceu um. Não quis, nunca quer balas. Nem mesmo olhou para seus olhos, mas ouvia claramente sua voz esganiçada. "Kambawa", pois o moço sentado na cadeira lhe ensinara que já era muito tarde para "Kanitiwa".
E não conseguia esquecer aquilo. Pois o que parecia apenas uma vulgarização estúpida de uma cultura que aquele menino nunca entenderia, formou-se em sua cabeça como uma discussão interna, uma intriga estranha. Era um garoto pobre, não apenas de dinheiro. E um rapaz rico, rico de tudo, ou quase tudo. E então, de repente aquele encontro tomava as formas da uma das coisas mais belas dentre as tantas histórias e momentos acontecendo na cidade.
Se não eram esses os momentos em que a inspiração deveria vir, então deveria deixar de querer ser artista...Pegou o papel e o lápis e começou a rascunhar.
Às vezes é preciso apenas uma contadora de histórias amadora para passar para frente o que a grande maioria ignora e não vê...
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